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7/05/2014

Copa Brasil 2014 - álbum de poesía

Revista de poesía   


A revista Brasil 2014 - álbum de poesia é uma brincadeira de ler e colar que reuniu 69 poetas em 10 seleções ibero-americanas. A revista tem distribuição gratuita na fase final da Copa do Brasil e lançamentos simultâneos em vários países. São 1.000 exemplares impressos (com figurinhas autocolantes em vinil) e  versão online (com encarte para imprimir, recortar e colar). A arte estampada na capa é "Abaporu" de Eloir Amaro Jr. e pertence ao acervo do Castelinho.
     

poetas que colaboram neste número:


ARGENTINA
01.Carlos J. Aldazábal; 02.Dante Sepúlveda; 03.Héctor Urruspuru; 04.Hugo Mujica; 05.Jorge Ariel Madrazo;
06.Jorge Boccanera; 07.Juan Manuel Silva Barandica; 08.Lisandro González; 09.Rolando Revagliatti; 10.Tomás Watkins; 11.Tony Zalazar;

BRASIL
12.Affonso Romano de Sant'Anna; 13.Alexandre Brito; 14.Antônio Carlos Secchin; 15.José Inácio Vieira de Melo;
16.Lau Siqueira; 17.Marcelo Moraes Caetano; 18.Mario Pirata; 19.Ricardo Primo Portugal; 20.Salgado Maranhão; 21.Sandra Santos; 22.Sidnei Schneider;

CHILE
23.Alejandra González Ortega; 24.Andrés Florit Cento; 25. Camila Fadda Gacitúa; 26.Ernesto González Barnert; 27.Francisco Véjar; 28.Jorge Velásquez Ruíz; 29.Leo Lobos; 30.Mario García Álvarez; 31.Omar Lara; 32.Víctor Munita Fritis Copiapó;

COLÔMBIA
33.Beatriz Giovanna Ramírez; 34.Fredy Yezzed; 35.Giovanni Quessep; 36.Gloria Posada; 37.Horacio Benavides; 38.Leidy Yaneth Vásquez Ramírez; 39.Rómulo Bustos Aguirre;

EQUADOR
40.Antonio Preciado; 41.Jorge Enrique Adoum; 42.Pedro Gil; 43.Xavier Oquendo Troncoso;

ESPANHA
44.Alejandro López Andrada; 45.Antonio Arroyo Silva; 46.Aquiles García Brito; 47.Fernando Sabido Sánchez; 48.Fernando Valverde; 49.Manuel Gahete Jurado; 50.Raquel Lanseros;

MÉXICO
51.Alí Calderón; 52.Abigael Bohórquez; 53.Carlos Ramírez Vuelvas; 54.Dalí Corona; 55.Jair Cortés; 56.José Angel Leyva; 57.Mario Bojórquez; 58.Mijail Lamas; 59.Minerva Margarita Villarreal; 60.Silvia Tomasa Rivera;

PERU
61.Daniel Rojas Pachas; 62.John Martínez Gonzales;

PORTUGAL
63.E. M. de Melo e Castro; 64.João Rasteiro;

URUGUAI
65.Alfredo Fressia; 66.Diego de Ávila; 67.Elbio Chitaro; 68.Rafael Courtoisie; 69.Roberto Echavarren;
     


10/31/2013

conversa com Oliverio Girondo - Sandra Santos


um pito aos homens que não te fazem "volar" 



[sandra santos blog]


UM PITO AOS HOMENS QUE NÃO TE FAZEM VOAR

"no les perdono, bajo ningún pretexto, que no sepan volar"
Oliverio Girondo

a mim nada importa que um homem ainda use fraldas.
que necessite do seio de sua mãe todo domingo.
perdoo sem esforço a falta e excesso de pelos;
e até mesmo a pressa matinal e o cigarro;
assim como a saliência abdominal.
um homem ainda é bonito na brancura dos cabelos
ou na ausência de uma espinha retilínea.
imperdoável é o homem que não ousa te fazer voar!
não cabe na minha cama um homem que não saiba.
explorar sob a saia com a insistência de um passarinho
nos pistilos do hibisco, em busca do néctar.
não cabe na minha cama um homem que não suba
- às alturas dos deuses, nos paraísos de Dante -
e me traga ao cérebro a dopamina de Creonte.

Sandra Santos


foto: Patrick Demarchelier

10/24/2013

Cantadas Literárias

Quem não gostaria de ter nascido nos tempos de antanho, só para ganhar cartões poéticos com as mais lindas declarações de amor? 

exposição: Cartões Galantes
curadoria: Sandra Santos
Castelinho do Alto da Bronze - Espaço Cultural

poetas convidados:  Ademir Demarchi, Alexandre Brito, Bárbara Lia, Betty Vidigal, Caio Ritter, César Pereira, Dilan Camargo, Edson Bueno de Camargo, Edson Cruz, E. M. de Melo e Castro, Gilberto Wallace, José Geraldo Néres, José Inácio Vieira de Melo, Juliana Meira, Laís Chaffe, Lau Siqueira, Leila Míccolis, Lúcia Santos, Luis Turiba, Mara Faturi, Marcelo Moraes Caetano, Marco Cremasco, Mario Pirata, Manoel Herzog, Nydia Bonetti, Paulo Seben, Ricardo Portugal, Ricardo Silvestrin, Renato Mattos Motta, Romério Rômulo Campos Valadares, Rubens Jardim, Salgado Maranhão, Sandra Santos, Sidnei Schneider, Tchello d'Barros, Tulio Henrique Pereira.


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10/11/2013

Poesia traduzida - Carlos Aldazábal

Alguma poesia do argentino Carlos Aldazábal, ganhador do Premio Alhambra de Poesia Americana 2012 e também editor no nosso Projeto de incentivo à leitura Instante Estante!






Motivos

Nada fácil perder tantas peleias
vencer as tarefas cotidianas,
decidir-se a viver com essa náusea até a nuca.

Ressuscitar por día, por minuto,
reencarnado em folhagem ou em formiga,
ressuscitar contra relógio na descida
para evitar morrer de dupla morte.

Não é possível afrouxar:  assim é o jogo,
esta sutil condenação de continuar nascendo
                                                apesar dos outros.

Por isso é que persisto em minha máscara de circo,
porque a risada e o amor são escadas
que tentamos sem medo, entretanto, resvalamos.

Quero dizer:

teus olhos com os meus cruzaram,
e assim vale a pena todo sacrifício.




Motivos


No es fácil perder tantas peleas,
remontar las tareas cotidianas,
decidirse a vivir con la náusea en la nuca.


Resucitar por día, por minuto,
reencarnado en helecho o en hormiga,
resucitar contrarreloj en la caída
para evitar morir de doble muerte.


No es posible aflojar: así es el juego,
esta sutil condena de continuar naciendo
                                      a pesar de los otros.


Por eso es que persisto en mi disfraz de circo,
porque la risa y el amor son escaleras
que trepamos sin miedo mientras nos resbalamos.


Quiero decir:


tus ojos me han mirado,

y así vale la pena tanto esfuerzo.


(in Piedra al Pecho)



Empacho

Engolir a saliva sanguinolenta
na pequenez impotente de um inseto

             a história me é indigesta.


Empacho

Tragándome la saliva roja
en la pequeñez impotente del insecto

             la historia me indigesta.


(in El Banco esta Cerrado)


Carlos Aldazábal


( tradução: Sandra Santos )

Carlos Aldazábal nasceu em Salta, Argentina. Ganhador de vários prêmios literários em seu país: obteve o Prímer Premio Regional de Poesía de la Secretaría de Cultura de la Nación e o  Segundo Concurso “Identidad, de las huellas a la palavra”, organizado pelas Avós da Praça de Maio.  Publicou os livros de poesia La soberbia del monje (1996), Por qué queremos ser Quevedo (1999), Nadie enduela su voz como plegaria (2003), El caseiro (2007), Heredarás la tierra (2007), El banco está cerrado (2010) e Hain. El mundo selknam en poesía e historieta (2012). Coordena o Espaço Literário Juan L. Ortiz, do Centro Cultural de Cooperação Floreal Gorini, em Buenos Aires.
É  um dos fundadores do projeto editorial El Suri Porfiado www.elsuriporfiado.blogspot.com e da  revista La costurerita www.la-costurerita.com.ar


8/31/2013

Poesia traduzida - Fredy Yezzed

A poesia de Fredy Yezzed  

Fredy Yezzed  pertence à novíssima safra poética da Colômbia. Sua escrita, desde as primeiras publicações, tem  conquistado o júri dos certames literários de que participa. Arrematando respeitados prêmios de literatura de seu país - seja em poesia ou contos - chama a atenção da crítica mais qualificada.  Já se assenta confortavelmente nas primeiras cadeiras, destinadas à boa poesia latinoamericana.




NUNCA PUDE SAIR-ME DO SUL. De seus acontecimentos invisíveis. Segui sendo essa migração ao fundo de mim mesmo. Não mover-me, esta travessia contínua. Morrer-me, muitas e seguidas vezes, uma tarefa simples.

Muletas, levo-as estaqueadas por dentro. Maletas, estas sempre descosturadas. O salto mais alto foi efeito da embriaguez do tempo. E o sonho mais caro, não ser dispensado de onde sempre.

Um pião que gira anti-horário. Uma ferramenta obsoleta.
Uma biruta que aponta para o céu.

Me pego ancorado nisto de assistir à iluminação dos pássaros.

Assim é este mal-estar do Sul.



NUNCA ME HE IDO DEL SUR. De sus acontecimientos invisibles. Siempre he sido una migración al fondo de sí mismo. No moverme ha sido una travesía constante. Y morir muchas veces, seguidamente, ha sido una tarea simple.

Las muletas las llevo puestas por dentro. Las maletas siempre estuvieron descosidas. El salto más alto fue el de la ebriedad del tiempo. Y el sueño más importante no ser despedido de donde siempre.

Un trompo que gira al revés. Un destornillador obsoleto. Una veleta que señala el cielo.

Me quedo anclado en esto de ver la luz de los pájaros.

Así es este malestar del Sur.




( tradução: Sandra Santos)




FREDY YEZZED - COLÔMBIA

Nasceu em Bogotá. Lincenciado em Línguas Modernas pela Universidad de La Salle e doutorando em Letras pela Universidad de Buenos Aires onde estuda as raízes do poema em prosa argentino:  Lugones, Guiraldes, Girondo. Seu primeiro livro de poesia "La sal de la locura" foi distinguido na Argentina - pelos  jurados Javier Adúriz, María del Carmen Colombo e Jorge Boccanera - com o Premio Nacional de Poesía Macedonio Fernández 2010, publicado em Buenos Aires nesse mesmo ano. Também premiado com o XII Premio Nacional Universitario de Cuento, Universidad Externado de Colombia, 2001; Premio Nacional de Cuento Ciudad de Bogotá, 2003; Premio Nacional Poesía Capital, Casa de Poesía Silva, 2005; e XXVII Concurso Nacional Metropolitano de Cuento, Universidad Metropolitana de Barranquilla, 2006.
Publicou também os estudos "Párrafos de aire", primeira antologia do poema em prosa colombiano, pela Editora da Universidad de Antioquia, Medellín, 2010.
Depois de uma viagem de seis meses pela América do Sul, se radicou em Buenos Aires, Argentina.
"El diario inédito del filósofo vienés Ludwig Wittgenstein" é seu segundo livro de poesia publicado, mas antecede em sua gênesis a "La sal de la locura".



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