1/08/2013

Barbara Lia

Poesia de Barbara Lia



“Doce como o massacre de sóis”
                            (Emily Dickinson)

Oito canhões na praça de guerra
Apontam para o peixe
Que traz a paz nas guelras

Quatro gaivotas suicidas
Lambem o babado azulado
Do triste mar-flamenco

Lembro um filme de Babenco:

Ana e o vôo
Mariposas no quarto lúgubre
Suas mãos em concha
A esmagar a eternidade insalubre



“O pedigree do mel não diz nada a uma abelha”
                                (Emily Dickinson)

O rancor dos homens
Contaminou as flores 
As abelhas
Morreram de cólera
Adocicada

Último zumbido 
Acordou o Sol
Em cadência afinada
Qual canção do Vangelis



Barbara Lia nasceu em Assaí, Paraná. Publica em revistas literárias como Rascunho, Garatuja, Mulheres Emergentes, Revista Etcetera, Revista Coyote,  Zunái, Cronópios, Blocosonline, Editora Ala de Cuervo e outras. Foi finalista, por duas vezes, do Prêmio Sesc de Literatura (2004, com o romance Cereja & Blues, inédito; e 2005, com o romance Solidão Calcinada). Em 2010, fez parte do livro de ensaios O que é poesia?, da Editora Confraria do Vento, organizada por Edson Cruz. O sorriso de Leonardo (Poema, Edições Kafka - 2.004), Noir (Poema, ed. do autor – 2.006), O sal das rosas (Poema, Lumme editor – 2.007), A última chuva (Poema, ME – ed. alternativas – MG – 2.007), Solidão Calcinada (Romance, Secretaria da Cultura / Imprensa Oficial do Paraná - 2008)

visite o blog de Bárbara Lia: Chapar as borboletas

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