1/06/2013

Arte e Viagem

Uma viagem a Portugal, através do olhar naïf da artista plástica e poeta Luiza Caetano

Neste 2012 festeja-se o ano de Portugal no Brasil. Coincidentemente, Guimarães, a pitoresca cidade do distrito de Braga, será a Capital Europeia da Cultura. A cidade é parada obrigatória de qualquer viagem. Castelos e arquitetura medieval mantêm o cenário de antigas batalhas e conquistas.




Batalha de São Mamede e Castelo de Guimarães - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: Após a vitória na famosa batalha de São Mamede (1128), Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, decretou Guimarães a capital do reino. A cidade de Guimarães foi tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, em 2001.



bairro de Alfama - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: Alfama é um dos bairros mais antigos de Lisboa. É conhecido pelos seus restaurantes e casas de fado, assim como os festejos de santos. Um dos festejos mais famoso é o da noite de Santo Antônio, 12 para 13 de Julho. Já o fado tornou-se patrimônio imaterial da humanidade, reconhecido pela UNESCO, em 2012.



Castelo São Jorge - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: O Castelo é símbolo da devoção a São Jorge, mártir e padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas. A tomada do castelo pelos cristãos se deu no cerco de Lisboa no ano de 1147, sob o comando de Afonso Henriques.



as noivas de Santo Antônio - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: A tradição, retomada em 1997, acontece durante os festejos de aniversário de Lisboa. Os casais, 11 escolhidos entre os mais de 50 candidatos, juntamente com  três "casais de oiro" ( estes já unidos pela tradição e completando bodas de 50 anos ), participam da cerimônia, que se inicia ao meio-dia nos Paços do Concelho e segue para a Sé de Lisboa. Após, os casais desfilam pela cidade, para receber o aplauso de todos.



Sé de Lisboa - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: a igreja da Sé foi praticamente destruída pelo terremoto de 1755, restando parte da Capela Mor e a Cripta onde nasceu Santo Antônio de Pádua (referência à cidade italiana onde viveu). A igreja foi reconstruída e é po ssível visitar, entre outras coisas, a arca com os restos mortais de São Vicente, santo padroeiro de Lisboa. Diz a lenda que, quando o corpo foi transferido para Lisboa em 1173, dois corvos sagrados escoltaram o barco durante o translado. Os corvos e o barco viraram símbolos da cidade.


Fontanário do Rossio - arte naif de Luiza Caetano

? que tal conhecer: os chafarizes tiveram grande importância na forma de expansão das cidades, que na época medieval, se abasteciam de água junto às cisternas


as ceifeiras do Alentejo - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: O Alentejo produz o melhor pão do mundo. Faz parte de sua história as mulheres ceifeiras, que galgavam quilômetros a pé e sob sol escaldante, até as herdades, para semear, mondar e ceifar o trigo.



os bondes de Lisboa - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: É possível fazer belíssimos passeios por Lisboa em bondes elétricos do século XIX, percorrendo a baixa lisboeta, zona histórica de Belém, colinas, comboios de Cascais, Bica, Glória, Praça dos Restauradores. A Carris dispõe de bondes elétricos, ônibus, "elevadores" e "ascensor"(tipo de bonde para relevos acidentados). Estes últimos foram classificados como monumentos nacionais. O ascensor do Lavra é o mais antigo (1884) e o elevador de Santa Justa (1902) é o único elevador vertical de Lisboa. 



Lisboa, banhada pelo Tejo - arte naif de Luiza Caetano


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêm em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

(Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa - O Guardador de Rebanhos
Publicado pela primeira vez em 07/03/1914, Athena, nº 4, Janeiro de 1925)



? Que tal conhecer: os habitantes de Lisboa, além de lisboetas, são conhecidos popularmente por "alfacinhas". Talvez alguma referência ao cultivo da hortaliça nas colinas ou, segundo outra lenda, terem sido estas alfaces o único alimento durante os cercos  de guerra, à época das invasões. 



2 comentários:

  1. Agradecer é pouco a Sandra Santos cuja descrição a Portugal ligada por algum belo fio umbilical onde recupera a riqueza deste país Portugal. Me sinto verdadeiramente sensibilizada pela sua cultura pictórica que vai buscar a alguns de meus quadros imagens de recantos portugueses, numa memória de registos que eu própria sublinhei pintando por aí e agora me surpreendi pela recuperação com que esta amiga deslizou cantando em português pintado e relatado pelas suas palavras de homanagem. Me senti homenageada, Sandra Santos QUEM DEIXO O MEU AGRADECIMENTO EM MEU NOME E NO DE PORTUGAL. Bem Haja!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. eu que agradeço, Luiza, por sua arte em meu blog.

      Excluir

pode gostar de...

Sandra SantosGatosMuseu do botao Arte erotica Codigo Coletivo

Traduzir