1/24/2013

Poesia Visual de César Pereira

Exposição de Poesia Visual de César Pereira no Castelinho do Alto da Bronze


folder da exposição


Exposição no Castelinho do Alto da Bronze, da qual sou curadora, traz a mostra César Pereira, o criador do POENIGMA e também um dos percursores da poesia visual no Rio Grande do Sul. O poeta gaúcho também manteve estreita relação com a vanguarda carioca do Poema Processo, grupo formado por Wlademir Dias-Pino, Alvaro de Sa, Anselmo Santos. Em 1967, recebeu convite do grupo para integrar a Exposição do Rio e a Antologia, mas não teve como participar. Sua importância na poesia visual foi reconhecido internacionalmente. A I Trienal Internacional de Poesia Visual de Porto Alegre, evento que reuniu 120 artistas de 37 países, em Junho de 2000, no Museu do Trabalho, teve como poeta homenageado o poeta Cesar Pereira:
"Cesar Pereira foi o lançador da Poesia Concreta no Rio Grande do Sul" afirma Paulo Bacedônio, coordenador daquela exposição, onde participaram Klaus Groh, Klaus Peter Dencker, Mathias Goeritz (Alemanha); Rachid Koraichi (Argélia); Alicia N. Zárate, Ana Maria Uribe, Edgardo Antonio Vigo(Argentina); Denis Mizzi, Thalia, Tony Figallo (Austrália); Luc Fierens (Bélgica); Jurgen Hesse (Canadá); Cláudio Rodrigues Lanfranco, Guillermo Deisler (Chile); Luis Eduardo Rendón, Tulio Restrepo (Colômbia); kum Nam Baik (Coreia do Sul); Samuel Feijóo e Pedro Juan Gutierrez (Cuba); Mogens Otto Nielsen (Dinamarca); Jayne Taylor (Escócia); Ladislav Novak (Eslováquia); Amaya Mendizabal, Angela Serna, César Reglero e J. Gómez (Espanha); Harry Burrus, John M. Bennet, John Vieira, Michael Basinski, Ricardo Eugenio Gonsalves e Spenser Selby (Estados Unidos); Daniel Daligand e Julien Blaine (França); Michael Mitras (Grécia); Rod Summers (Holanda); András Petocz (Hungria); Laura Ryder (Inglaterra); Mohamed S. Saggar (Iraque); Allan Schwartz (Israel); Alberto Vitacchio, Carmine Lubrano, E. Oliva e Giovanni Strada (Itália); Filimar (Filimar); Keiichi Nakamura e Shoji Yoshizawa (Japão); Aarón e César Espinosa (México); Patrícia Prime (Nova Zelândia); Ricardo Quesada (Peru); Barbara Koskowaska e Tomasz Schulz (Polônia); Constança Lucas, E. M. de Melo e Castro, Fernando Aguiar (Portugal); Mihaí Alexandru (Romênia); Andrey Tozik, Dmitry Bulatov, Rea Nikonova, Serge Segay (Rússia); Eugen Gomringer (Suíça); Pétr Sevcik (Tchecoslováquia); Clemente Padín, Diego de Los Campos, Gladys Afamado, Nicteroi N. Argañaraz (Uruguai); Yucef Merhi (Venezuela). E do Brasil: Aldo Fortes, André Vallias, Anna Killo, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Avelino de Araújo, Betty Leirner, Carlos Valero, Cesar Pereira, Décio Pignatari, Edgard Braga, Erthos Albino de Souza, Franklin Valverde, Gastão Debreix, Gerson Saldanha Costa, Gilberto José Jorge, Gô, Guilherme Zamoner, Haroldo de Campos, Hugo Pontes, Hugo Ramírez, João Wirmond Suplicy, José Lino Grunewald, Josely V. Baptista, Julio Bressane, Julio Plaza, Luciano Figueiredo, Lucio Kume, Luiz de Oliveira, M. A. Amaral Rezende, Manuel Bandeira, Marc Waterman, Maurizio Prati, Murilo Mendes, Omar Guedes, Onna Agaia, Osmar Dillon, Oswald de Andrade, Paulo Bacedônio, Paulo Leminki, Paulo Miranda, Pedro Vaz, Raider, Ronald Augusto, Ronaldo Azeredo, Samira Chalhub, Sônia Fontanezi, Tadeu Jungle, Walt B. Blackberry, Wlademir Dias-Pino, Victor Hugo Rodrigues.
Exposição de Poesia Visual na Assembléia do Estado, em Porto Alegre, 1984; 












exposição no Castelinho do Alto da Bronze, de Sandra Santos, no Centro Histórico, Porto Alegre, 2011:

















1/23/2013

Poesia Visual de Tchello d' Barros

Exposição de Poesia Visual de Tchello d' Barros no Castelinho do Alto da Bronze



folder da exposição

O Castelinho abriu suas portas para apresentar a mostra de poesia visual de Tchello D'Barros.Tchello dispensa apresentações. Sua trajetória poética e artística já tem uma longa relação em fortuna crítica. Então, falar sobre a poesia visual de Tchello quando Hugo Pontes já falou e disse? Prefiro ilustrar o que se sente diante da obra visual de Tchello D' Barros, rebuscando reminiscências da infãncia:
O primeiro livro que leram para mim foi "O menino do dedo verde", do francês Maurice Druon. A história, como todos sabem, é sobre um menino que tinha o dom de transformar todo lugar que tocava em imensos jardins. Tchello é daquelas pessoas que têm dedo mágico. Vai colorindo os espaços, seja das artes plásticas ou da literatura. Sem limites. Entre o texto e a imagem. Desfaz a linha ao refazer o contexto.
 As escolas podem, como sempre, agendar horário especial para suas turmas. O Castelo está encantado com a poesia do Tchello.
No folder, uma interferência que fiz na minha xilo do Castelinho, com um dos poemas visuais do Tchello. Consegues descobrir qual é?

 poesia visual de Tchello d'Barros "soneto alado"


visitantes durante a projecão


um visitante ilustre: o poeta Andre Aguiar 



1/21/2013

Fotografia

A Fotografia quase inventada da artista plástica e fotógrafa americana, Elizabeth Ernst...

Elizabeth mistura a arte da escultura com a fotografia e realiza impressionantes figuras, de indescritível beleza plástica. Os cenários e criaturas são criações dela própria, esculpidos em papel machê, massa de modelar e outros materiais. Bem-vindos ao circo de Elizabeth Ernst:

















visite o site da artista: aqui

1/15/2013

Arte e Música

O que acontece quando a ilustração e a música se casam num vídeo surreal? Arte, é claro...

Giles Timms é de Gales, mas vive atualmente nos Estados Unidos, e seus trabalhos de animação e ilustração acumulam prêmios e destaques em festivais como o Boing Boing, Motionographer, Cartoon Brew, Juxtapoz, Los Angeles Film Festival e no PBS e HBO. 






A arte de Giles apareceu recentemente no clip da banda americana Flayleaf. A faixa Charm é destaque do álbum Momento Mori, que vendeu mais de um milhão de cópias nos Estados Unidos.

O título do álbum é uma expressão em latim que significa "lembra-te homem que morrerás um dia"





Flyleaf - Chasm from Giles Timms on Vimeo.

1/12/2013

Sandra Santos

Poesia de Sandra Santos



o olhar que entra tem curto caminho:

a tramela da janela
a renda de jornal


o lençol de chita
a dividir as seis Marias


e um santo onofre
sem pernas
apoiado num copo de cachaça

(poema escrito na ilha dos marinheiros, em 2007)
Sandra Santos nasceu em São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul. Colocou o pé nas letras já aos 15 anos, com a publicação  livro "Crônicas de Minha Cidade"(1º lugar Concurso Literário Centenário SLG - ed. A Notícia, 1979). Desde então, espalha crônicas, contos, poesia pela web.  Em antologias, sites, revistas literárias de língua inglesa, castelhana, portuguesa e italiana: confere nos meus links.

1/11/2013

Alexandre Brito

Poesia de Alexandre Brito



as idéias estão sob o chapéu
dentro
um céu sem anjos
uma profundeza e meia
aquele olhar íngreme sobre as coisas
mais a matéria com que se experimenta
uma arte, uma excelência
uma solidão 
com aba não muito larga
e uma velhice convenientemente abstrata
um chapéu assim
vai aonde deve ir
faz o que tem de ser feito
transborda a banheira de glândulas e
inventa o homem
esse esquivo animal sem asas 
não fosse
o velocípede
o boné, o alicate
os eclipses, arquipélagos
explosões solares
os equívocos significantes, as substâncias cicatrizantes
como a desóxirribonuclease
tudo seria diferente
e tudo nos seria indiferente 
o chapéu é a chave
vai no topo do homem
o homem uma possibilidade
vai no coco do mundo
ninguém sabe do que é feito
o que está exatamente embaixo do nariz
nunca é visto
é preciso mais de sete mares
para enxergar uma obviedade 
a vida é um chapéu azul na cabeça de alguém  

Alexandre Brito nasceu em Porto Alegre. É poeta, músico e letrista. Cursou filosofia em Florianópolis e estudou música em Belo Horizonte. De volta ao Rio Grande do Sul, atua na Capital organizando alguns eventos (Poetar - 2a Mostra de Poesia de Porto Alegre e a 1a Semana da Fotografia de Porto Alegre), coordenando a Coleção Petit-Poa para a SMC/PMPA, e participando da Roda de Poesia no Bric da Redenção. Nos anos 90 participa da Banda Os Três Poetas, e de 2002 pra cá, da Banda os poETs, que já está no seu segundo CD e prepara seu primeiro DVD. Nos anos 80, em São Paulo, é parceiro de Fred Maia na Edições Nomades. Em Porto Alegre, cria a AMEOP - ameopoema editora, com Ricardo Silvestrin, e, em 2011, participa da Castelinho Edições, com Sandra Santos. Nos últimos anos, paralelamente ao trabalho adulto, vem escrevendo para crianças. Seu primeiro livro, Circo Mágico, foi selecionado pelo PNBE-MEC e adotado pela Rede de Escolas Municipais de Belo Horizonte, e Museu Desmiolado, foi selecionado para o Catálogo Brasileiro da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha e recebeu o prêmio Os 30 Melhores Livros Infantis do Ano - Revista Crescer-2012. Uakti, lançado na 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, divide com Uiara, de Sandra Santos, a publicação da Coleção PoeMitos/Casa Verde Editora. Publicou: Visagens, Zeros, O fundo do ar e outros poemas, Circo Mágico (infantil), Met@língua, Museu Desmiolado (infantil), Uakti, A Poesia de Alexandre Brito.



1/10/2013

Nydia Bonetti

Poesia de Nydia Bonetti



garças brancas
sobre o lago impassível


— movimento e não

tudo
na natureza se equilibra


brancos

os tigres me observam
não sabem
se me lambem ou me devoram
os tigres da memória



pretos
pássaros pousam
no fio
desencapado
dos meus nervos
Nydia Bonetti nasceu em Piracaia, SP. É engenheira civil e poeta. Autora dos livros SUMI-Ê e MIMÉTICA FAUNA, a serem publicados. Outros projetos: MINIMUS CANTUS – (Haicais) e PAPEL DE ARROZ (Metapoemas e afins). Tem trabalhos publicados na Revista Zunái, Portal Cronópios, GERMINA LITERATURA, EUTOMIA Revista de Literatura e Linguística, e outros espaços literários e culturais.

visite o blog de Nydia Bonetti: Longitudes






1/09/2013

Leo Lobos

A Poesia de Leo Lobos


uma visita ao zoológico fantasma
                "Livre da enfermidade, embora em meio à enfermidade"
                                        Yagyu  Munenori  
Tenho visto tanta merda de cão 
nas ruas de Paris que devo 
caminhar com cuidado à noite 
é quando me parece então 
escutar meninos e meninas fantasmas 
rirem na fila de entrada do 
zoológico que para eles ali se levanta: 
um desfile de elefantes brancos cruza 
a praça do Louvre fazendo 
malabarismos com obras de arte e restos 
de arqueologias extraterrestres, girafas 
correm pelos Campos Elíseos comendo 
as luzes natalinas que crescem em 
suas árvores, baleias, delfins, 
patos selvagens nadam pelo Sena 
tragando turistas desprevenidos 
que acendem flashes em seus narizes 
leões copulam famintos 
sobre os telhados como relíquias 
de cristal de uma cidade iminente... 
Hipopótamos ébrios se encalham em suas 
ruas serpenteantes, em seus arcos triunfais, 
em sua torre famosa...
Galeristas confusos 
correm atrás de cavalos livres de 
carrossel que levam gravada uma estrela 
de ouro em seu flanco... 
Bandos de aves tropicais cobrem a lua 
de plumas de plástico que 
ursos vestidos à la mode sopram 
com ventiladores nucleares de 
globos que intermitentes sobem 
e descem por escadas invisíveis 
que águias cegas trazem 
de Nôtre-Dame... 
Sinosnuvens carregados de 
perfumes humanos chovem 
no final desta noite sobre 
o zoológico de plasma e tudo 
retorna nos olhos de um gato 
sabiamente 
a ser luz solar 
e Paris é  outro dia. 

tradução: Cristiane Grando

Leo Lobos nasceu em Santiago, Chile . Poeta, ensaísta,tradutor, artista visual. Laureado UNESCO - Aschberg de Literatura 2002. Publicou: Cartas de más abajo (1992) + poesía (1995), ángeles eléctricos (1997), Camino a Copa de Oro (1998) , Perdidos en La Habana y otros poemas (1999), Cielos (2000), Nueva York en un poeta (2001), Turbosílabas (2003), Devagar (2004), Un sin nombre (2005), Nieve (2006), Vía regia (2007) y No permitas que el paisaje este triste (2007). Tem sido traduzido em língua inglesa, portuguesa, holandesa, francesa e alemã. Realizou inúmeras exposições individuais e coletivas. Suas pinturas, ilustrações, poemas visuais e desenhos fazem parte de coleções particulares na França, Brasil, México, Estados Unidos e Chile. blog: aqui


1/08/2013

Barbara Lia

Poesia de Barbara Lia



“Doce como o massacre de sóis”
                            (Emily Dickinson)

Oito canhões na praça de guerra
Apontam para o peixe
Que traz a paz nas guelras

Quatro gaivotas suicidas
Lambem o babado azulado
Do triste mar-flamenco

Lembro um filme de Babenco:

Ana e o vôo
Mariposas no quarto lúgubre
Suas mãos em concha
A esmagar a eternidade insalubre



“O pedigree do mel não diz nada a uma abelha”
                                (Emily Dickinson)

O rancor dos homens
Contaminou as flores 
As abelhas
Morreram de cólera
Adocicada

Último zumbido 
Acordou o Sol
Em cadência afinada
Qual canção do Vangelis



Barbara Lia nasceu em Assaí, Paraná. Publica em revistas literárias como Rascunho, Garatuja, Mulheres Emergentes, Revista Etcetera, Revista Coyote,  Zunái, Cronópios, Blocosonline, Editora Ala de Cuervo e outras. Foi finalista, por duas vezes, do Prêmio Sesc de Literatura (2004, com o romance Cereja & Blues, inédito; e 2005, com o romance Solidão Calcinada). Em 2010, fez parte do livro de ensaios O que é poesia?, da Editora Confraria do Vento, organizada por Edson Cruz. O sorriso de Leonardo (Poema, Edições Kafka - 2.004), Noir (Poema, ed. do autor – 2.006), O sal das rosas (Poema, Lumme editor – 2.007), A última chuva (Poema, ME – ed. alternativas – MG – 2.007), Solidão Calcinada (Romance, Secretaria da Cultura / Imprensa Oficial do Paraná - 2008)

visite o blog de Bárbara Lia: Chapar as borboletas

1/07/2013

Drinks

Os Drinks e Coquetéis, assim como a gastronomia, são passaportes para conhecer vários países sem sair de casa. 

Assim como a Cozinha típica de cada região, as bebidas fazem uma leitura dos hábitos, costumes e cultura de cada povo. Eis um Drink curioso e sua receita original: 


A "Musa Verde" inspirou a literatura de Hemingway e a pintura de Degas, Picasso e Toulouse-Lautrec. Acreditava-se ter qualidades afrodisíacas. Foi proibido na Suíça, sua pátria de origem e também na França, onde mais se propagou. Chegou a ser proibido em quase todos os países do mundo. Seu ingrediente ativo, a artemesia absinthum, poderia causar loucura e até mesmo a morte.O substituto original do Absinto, e também o mais famoso, é o Pernod, mas há também muitos outros produzidos pela infusão de ervas aromáticas como o anis, o alcaçuz ou a erva-doce. Na Espanha, esse substituto chama-se Ojen. Na inglaterra, Wormwood. Este é para beber...

 ouvindo  Blues do Elevador, do Zeca Baleiro:

                     Mas hoje eu só quero chorar como um poeta do passado 
                     E fumar o meu cigarro na falta de absinto




1/06/2013

Arte e Viagem

Uma viagem a Portugal, através do olhar naïf da artista plástica e poeta Luiza Caetano

Neste 2012 festeja-se o ano de Portugal no Brasil. Coincidentemente, Guimarães, a pitoresca cidade do distrito de Braga, será a Capital Europeia da Cultura. A cidade é parada obrigatória de qualquer viagem. Castelos e arquitetura medieval mantêm o cenário de antigas batalhas e conquistas.




Batalha de São Mamede e Castelo de Guimarães - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: Após a vitória na famosa batalha de São Mamede (1128), Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, decretou Guimarães a capital do reino. A cidade de Guimarães foi tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, em 2001.



bairro de Alfama - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: Alfama é um dos bairros mais antigos de Lisboa. É conhecido pelos seus restaurantes e casas de fado, assim como os festejos de santos. Um dos festejos mais famoso é o da noite de Santo Antônio, 12 para 13 de Julho. Já o fado tornou-se patrimônio imaterial da humanidade, reconhecido pela UNESCO, em 2012.



Castelo São Jorge - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: O Castelo é símbolo da devoção a São Jorge, mártir e padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas. A tomada do castelo pelos cristãos se deu no cerco de Lisboa no ano de 1147, sob o comando de Afonso Henriques.



as noivas de Santo Antônio - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: A tradição, retomada em 1997, acontece durante os festejos de aniversário de Lisboa. Os casais, 11 escolhidos entre os mais de 50 candidatos, juntamente com  três "casais de oiro" ( estes já unidos pela tradição e completando bodas de 50 anos ), participam da cerimônia, que se inicia ao meio-dia nos Paços do Concelho e segue para a Sé de Lisboa. Após, os casais desfilam pela cidade, para receber o aplauso de todos.



Sé de Lisboa - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: a igreja da Sé foi praticamente destruída pelo terremoto de 1755, restando parte da Capela Mor e a Cripta onde nasceu Santo Antônio de Pádua (referência à cidade italiana onde viveu). A igreja foi reconstruída e é po ssível visitar, entre outras coisas, a arca com os restos mortais de São Vicente, santo padroeiro de Lisboa. Diz a lenda que, quando o corpo foi transferido para Lisboa em 1173, dois corvos sagrados escoltaram o barco durante o translado. Os corvos e o barco viraram símbolos da cidade.


Fontanário do Rossio - arte naif de Luiza Caetano

? que tal conhecer: os chafarizes tiveram grande importância na forma de expansão das cidades, que na época medieval, se abasteciam de água junto às cisternas


as ceifeiras do Alentejo - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: O Alentejo produz o melhor pão do mundo. Faz parte de sua história as mulheres ceifeiras, que galgavam quilômetros a pé e sob sol escaldante, até as herdades, para semear, mondar e ceifar o trigo.



os bondes de Lisboa - arte naif de Luiza Caetano

? Que tal conhecer: É possível fazer belíssimos passeios por Lisboa em bondes elétricos do século XIX, percorrendo a baixa lisboeta, zona histórica de Belém, colinas, comboios de Cascais, Bica, Glória, Praça dos Restauradores. A Carris dispõe de bondes elétricos, ônibus, "elevadores" e "ascensor"(tipo de bonde para relevos acidentados). Estes últimos foram classificados como monumentos nacionais. O ascensor do Lavra é o mais antigo (1884) e o elevador de Santa Justa (1902) é o único elevador vertical de Lisboa. 



Lisboa, banhada pelo Tejo - arte naif de Luiza Caetano


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêm em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

(Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa - O Guardador de Rebanhos
Publicado pela primeira vez em 07/03/1914, Athena, nº 4, Janeiro de 1925)



? Que tal conhecer: os habitantes de Lisboa, além de lisboetas, são conhecidos popularmente por "alfacinhas". Talvez alguma referência ao cultivo da hortaliça nas colinas ou, segundo outra lenda, terem sido estas alfaces o único alimento durante os cercos  de guerra, à época das invasões. 



1/05/2013

Galeria

Kwork Hung Lau, o "escultor do fogo"


O visitante de hoje é o artista plástico chinês Kwork Hung Lau. Hung nasceu em Hong Kong. Realizou estudos na Itália, na Academia de Belas Artes de Florença. Também estudou canto, dança e dedicou-se à poesia. 


Matteo Ricci - HUNG





Violinista - HUNG




irmão sol - HUNG





Agata (rainha em seu trono) - HUNG


1/04/2013

Arte e Designer

Para Michel Tcherevkoff, "floral" não é simplesmente uma "estamparia"... 

Conhecido por seus "shoeflewers", a imaginação do artista não tem limites, e ele se apossa da natureza para criar acessórios pra lá de femininos e sedutores!
Não fosse sua paixão pelas flores, Tcherevkoff poderia ter se tornado um discreto advogado parisiense, mas não conseguiu ficar imune à arte, para o bem da humanidade.





"pin up" by Tcherevkoff



chapéu by Tcherevkoff


chapéu by Tcherevkoff


bolsa by Tcherevkoff



bolsa by Tcherevkoff





sapatos by Tcherevkoff


sapatos by Tcherevkoff





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