3/13/2013

Sandra Santos - Leitura Crítica de Joaquim Moncks e Beat

A leitura crítica de Joaquim Moncks e o meu poema Beat

"Não seria bom deixar que falassem de amor  pensando fazerem versos? Não és exigente demais com neófitos, pseudos e versejadores? " 
Excerto acima, de carta de uma leitora ao poeta e crítico literário Joaquim Moncks, na qual, incidentalmente, há a referência ao meu poema Beat. E eis que me encontro novamente "on the road"... Mas, é na resposta que o poeta nos brinda com este excelente  texto sobre o fazer poético, que transcrevo abaixo:
"Tenho tanto respeito e veneração pela Poesia que não consigo ficar calado quando alguém escreve versos – que não são versos – e, sim, apenas prosa em sua linguagem linear, em frases, mera imitação de linguagem poética, como se o fora... Há tanta baboseira andando por aí, na net e no papel, que, aos sessenta e quatro, já não mais aguento ficar calado.
E o pior é que estas peças arquitetônicas de dulçurosos textos fazem com que os jovens não vislumbrem, não tenham uma pista para identificar a linguagem poética e acabem por não criar amor pela verdadeira Poesia – em sua proposta metafórica, codificada, portanto – sequer aprendam a pensar com a utilização das figuras de linguagem.
Ou até se afastem da verdadeira Poesia por achá-la difícil. É muito mais fácil ler o óbvio e não pensar, porque, ao se praticar esse exercício não dá trabalho, sequer algum desgaste físico. Somente se acaçapam neurônios por falta de uso...
E são essas pessoas que acabam se intitulando “poetas”, nos sites de relacionamento, vindo a publicar textos que, a rigor, nunca passam perto do que é Poesia como gênero literário.
E o que é pior, induzem ao erro os jovens autores que têm vontade de escrever em Poesia... Estes, ao verem encômios, loas e louvações aos “recadinhos de amor”, tão contumazes na Grande Rede, passam a tê-los como modelário. E que falso modelo. Fico todo eriçado quando vejo que estão a dizer abobrinhas, no caso, já em forma de geleia...
Recebo bem o “recadinho amoroso” como peça palatável. Alguns são bonitos, caem bem aos olhos e ao coração. Porém, não deixam de apenas rememorar os antigos “bilhetinhos” de quermesses ou circos de diversão de nossa infância e juventude.
Faziam parte dos jogos do amar, que se instauravam ao tempo das descobertas do sexo. À impossibilidade de os tatuarmos na pele da(o) Amado(a), porque ainda não se conseguia chegar ao ato, ficavam as garatujas desejosas que, para alguns, era difícil saber como escrevê-las para lograr atingir o alvo...
Porém, ao topar com autores na faixa da maturidade repetindo os desgastados “bilhetes docinhos”, parece-me que chegam a destempo...
Há outra objeção formal. “Recados de amor” não se os deve escrever em versos, e, sim, em frases, como qualquer outra escrita em Prosa. Com versos se constroi o poema. E que bom que este contenha Poesia...
É claro que escrever bilhetes amorosos – com farta utilização de palavras de amor – é um ótimo exercício do Bem, num mundo em que o Mal ganha, a tempo e tempo, mais e mais espaços. É só observar as manchetes dos jornais diários, em suas muito lidas páginas de Polícia...
No Recanto das Letras – site para escritores de todos os níveis de conhecimento e afetividade para com a Palavra – é necessário, a meu ver, que se aponte o que é um bom espécime em Poesia. Alguns desses chegarão ao poema. A maioria continuará escrevendo seus bilhetes amorosos..."
– Do livro TIDOS & HAVIDOS, 2011.
        "A Poesia é uma gata gorda e sedutora. Sua aparente inutilidade resta compensada pela sensação que causa aos olhos lassos. Quando se passa a mão no pelo, a gata dengosa vira de barriga pra cima. Ali, aos olhos e ouvidos, pervive o fato de amar o inútil. Este, por sua inutilidade, jamais cansa o gato gordo que lhe acaricia o ventre."
            Joaquim Moncks
Joaquim Moncks nasceu em Pelotas (1946). Advogado. Professor. Deputado Estadual constituinte (1989). É Ativista Cultural. Agente Literário. Poeta. Declamador. Conferencista. Ensaísta. Analista literário. Jurado em certames literários, festivais nativistas e eventos de poesia e música popular.

3/10/2013

Título de Incentivador da Cultura

Título de Incentivador da Cultura, outorgado pelo Movimento de Integração Cultural




Em 2011, recebi do poeta e ativista cultural Gilberto Wallace, também titular do Conselho Municipal da Cultura, Livro e Literatura, o "Título de Incentivador da Cultura", outorgado pelo Movimento de Integração Cultural. Também agraciados com o título, Marco Celso Huffel Viola (Porto Poesia), Rita Chang (Natal Verde), entre outros. O Movimento de Integração Cultural congrega dezenas de entidades. poeta e ativista cultural Gilberto Wallace e está à frente de uma iniciativa de revitalização do Viaduto Otávio Rocha, ícone de Porto Alegre. Parabéns ao movimento. Muito grata pela distinção, que não é minha e sim do Castelinho, do Projeto Instante Estante e da Casa Naïf.

















mais detalhes do evento: aqui

Pintura e Poesia - Correia Dias e Cecília

A arte de Fernando Correia Dias e a Poesia de Cecília Meireles 

Fernando Correia Dias - arte marajoara

Cecília Meireles casou-se, em primeiras núpcias, com o pintor português Fernando Correia Dias, que suicidou-se em 1935. Fernando era um excelente ceramista e se dedicou à pesquisa da cerâmica marajoara.

mais arte na família:

Sob as árvores cujas ramas se curvam
fidalgamente sobre a grama fresca
crianças correm soltas
como flores levadas pelo vento.
Rendados de sol e sombra
da folhagem miúda
protegem as pombas
que comem os restos
da comida atirada por mendigos,
que comiam os pombos
sob as árvores curvadas pelo tempo.

Mathilde Correia Dias (a filha)

in Amor de Ausências (1984 - Editora Nova Fronteira)

"Tanta familiaridade atávica com a Mata em torno da Pedra que dá vontade de seguir por esta clareira para um lugar que meu DNA sabe onde fica e o que vai encontrar, mas eu não (!)"

Fernanda Correia Dias (a neta)

in Geografia Familiar



E foi para a neta Fernanda que Cecília Meireles escreveu o poema "A Bailarina"

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

Cecília Meireles

in Ou Isto ou aquilo

3/09/2013

Pintura e Poesia

O que há de comum em Paul Gauguin e Flora Tristan?

Paul Gauguin era neto da poetisa e revolucionária parisiense Flora Tristan (1803 -1844), ardente defensora dos direitos da mulher, do sansionismo e da causa operária. O livro Peregrinaciones de una Paria(1838) é um marco do pensamento feminista francês. Méphis(1838), novela, defende o divórcio e o amor livre. La unión obrera (1843) é um programa de organização de uma internacional de trabalhadores.

Talvez venha de sua famosa avó estes pequenos versos que Gauguin ensaiou, numa carta ao amigo Monfried, sobre seu pequeno esconderijo nas ilhas Marquesas : 



                                                               aqui a poesia solta-se por si
e basta entregarmo-nos ao sonho
enquanto pintamos para sugerí-la 
 (Paulo Gauguin)

"Diante de Gauguin e de Van Gogh desenvolvi um certo complexo de inferioridade, porque eles souberam se perder. Gauguin no seu exílio. Van Gogh na sua loucura. Penso sempre que para encontrar a autenticidade é preciso que algo entre em colapso" (Jean-Paul Sartre)

 “Talvez não exista um destino feminino como o de Flora Tristan que, no firmamento do espírito, tenha deixado um sulco tão longo e luminoso” (André Breton)

3/05/2013

Sandra Santos - Leitura crítica de Alexandre Brito

O poeta Alexandre Brito, um dos grandes escritores de literatura infantil na atualidade, tece algumas linhas sobre o meu haicai quebra-cabeça:

O Haicai quebra-cabeça é uma experiência lúdica que criei especialmente para a exposição “livros e não-livros” - sala Museu, Centro de Cultura Érico Veríssimo, Porto Poesia. A brincadeira deu certo e levei a experiência para outros eventos, como o Verão Literatura Brasília e a Festinha Cidade Poema no FestiPoa Literária 















O Haicai Quebra-Cabeça de Sandra Santos

Algumas das melhores idéias em arte surgem de forma inusitada. A partir de uma provocação do evento Porto Poesia, que acontece anualmente em Porto Alegre/RS, a poeta e artista plástica Sandra Santos teve de dar asas a imaginação e, literalmente, “quebrar a cabeça” para criar um “objeto-poético” para a Exposição Livros e Não-Livros, que aconteceria no Centro de Cultura Érico Veríssimo. O resultado foi um experimento lúdico, um jogo, uma brincadeira na forma de um quebra-cabeça onde as peças, coloridas, contendo versos isolados, independentes, à maneira de Haikais (5-7-5 sílabas), podiam ser combinados e recombinados formando poemas dentro dessa métrica e, nessas combinações, criar formas e desenhos com estes suportes. É interessante sublinhar que, nessa brincadeira de juntar versos, formar nexos, construir poemas, em muitos casos a junção das peças formava poemas que remetiam às origens do Haikai, o Tanka, formando poemas com versos de 5-7-5/7-5 ou 5-7-5-/5-7 sílabas, praticamente um Tanka, que, tradicionalmente tem 5-7-5/7-7 sílabas. A solução plástica, a brincadeira de linguagem, o exercício de nexos e a construção do poema, tudo dentro deste jogo lúdico de quebrar-cabeça e produzir sentido, encontrar arte, por si só, é uma descoberta genial e fascinante. Ao meu ver, essa sacada deveria correr mundo e ganhar as cabeças de gente pequena, média e grande. Parabéns Sandra!

Alexandre Brito " (você pode saber mais sobre haicai, lendo o texto na íntegra, aqui)


Mas, o que é o haicai quebra-cabeça?
A métrica é do haicai, cinco-sete-cinco. O leitor é incentivando a criar novas linhas de versos a partir da última, em todas as direções. Essa brincadeira tanto pode ter a forma de um quebra-cabeça como de um dominó, como vemos abaixo:


3/04/2013

Galeria

O artista ucraniano Oleg Shuplyak, mestre da ilusão de ótica, brinca com os mestres Monet, Van Gogh, Renoir... 

Олег Шупляк ou Oleg Shuplyak,  nasceu em Berezhany, pequena aldeia de Ternopil, Ucrânia, em 1967.  Arquiteto por formação, Oleg Shuplyak dedicou-se ao ensino da arte e à restauração, ao mesmo tempo em que participava de exposições em Kiev, Ternopil, Lviv, Ivano-Frankivsk, Lutsk, Khmelnytsky, Notthingham. Hoje é conhecido no mundo todo como o mestre do ilusionismo. É membro da União dos Artistas da Ucrânia e sua obra transita pelo pós-modernismo, abstracionismo e principalmente o surrealismo. Além disso, ele também faz  fotografia. 



auto-retrato  - Oleg Shuplyak






Shevchenko,  expoente da literatura ucraniana (ilusão de ótica) - Oleg Shuplyak




Newton (ilusão de ótica) -  Oleg Shuplyak



Van Gogh (ilusão de ótica) - Oleg Shuplyak




Monet (ilusão de ótica) - Oleg Shuplyak



Renoir (ilusão de ótica) - Oleg Shuplyak




Stalingrado (ilusão de ótica)-  Oleg Shuplyak




3/03/2013

Revistas de literatura

Balaio de Revistas Literárias 



Degusto, neste momento, alguns periódicos? literários. Um exemplar do Balaio e alguns números da revista Urbana, trazidos de Brasília. Presente do amigo Paco Cac, um dos editores da Urbana (de 1980 até o início dos anos 1990) e editor da Gandaia (década de 70, no Rio de Janeiro). Ele próprio, Paulo Cezar Alves Custódio, dedica-se à pesquisa e ao acervo de revistas literárias brasileiras. É autor do Volume 1 do livro "Revistas Literárias Brasileiras 1970-2005", fonte obrigatória de referência sobre o assunto. Paco Cac também está gestando uma nova revista literária: A Revista Z contará com a colaboração valorosa de Alexandre Brito, que recebeu o encargo de indicar poetas do Sul. Eu também colaboro no número Zero através do Castelinho - Espaço Cultural que mantenho no Centro Histórico de Porto Alegre - indicando o poeta e "quixote" Gilberto Wallace. Mas, falarei da Revista Z  em outra ocasião! Vamos ao balaio:
Leio no primeiro parágrafo do "Balaio": "Este é um balaio de poemas gráficos e visuais impuros O espaço aberto pela antropofagia, de um lado, e pelo poema/processo, do outro, encontra - nesta folha - o lugar adequado para uma atividade produtiva que resultará, sob o signo do experimental, numa prática necessariamente revolucionária e (anti)literária".

Balaio

Publicação, off-set, folha ofício dobrada ao meio (portanto quatro páginas) Rio de Janeiro, RJ. Editores: João Carlos Sampaio, Samaral, Cármen Saporetti, Moacy Cirne, Nenn. Contém propostas e poemas experimentais. Slogan: “Viver com os olhos livres”. Publicação de vanguarda.
Muitas publicações semelhantes surgiram e desapareceram entre as décadas de 60 e 80. Por isso a importância de guardá-lo entre as mãos.
Aqui, deixo uma pequena relação dos que eu gostaria de encontrar por aí, sem compromisso, numa empoeirada prateleira de sebo:

O Guaíba 


Periódico Semanal, Literário e Recreativo. Primeiro jornal essencialmente dedicado às letras, no Rio Grande do Sul. Circulou de 3 de agosto de 1856 a 26 de dezembro de 1858, totalizando cento e vinte números, sendo seu editor o alemão Carlos Jansen.

Abre-Alas:

Revista, a princípio mimeografada, seis páginas, formato 22 X 16cm, publicação quinzenal da Sociedade de Articultura. O número 1 não registra data, só se sabendo ser de 1981, pois o número 5 é de 26/09/1981. Posteriormente impresso em off-set, com quatorze páginas e tiragem de 1.500 exemplares, Juiz de Fora, MG. Entre os participantes constam: Fernando Fábi Fiorese Furtado, João Batista Jorge, José Alexandre Marino, Rejane Villanova, José Henrique da Cruz, Leila Miccolis, P.J. Ribeiro, Suraia Mockdece, Alcides Buss, Cláudio Feldman, Teresinha Pereira. Contém poesias de várias tendências e indicações de livros. Na última página há sempre a sessão “na garupa”, com um poeta focalizado. Revista literário-poética.

Alegria Blues Banda:

Das duas publicações não constam data, mas depreende-se pela leitura dos textos que uma é de 1979 e a outra de 1980. A primeira é publicação grampeada, com vinte e quatro páginas, a página inicial com formato de 22 X 11cm, sendo cada página seguinte aumentada de cerca de um centímetro até chegar a 21,6cm, em papéis coloridos, inclusive entremeados com folhas de jornal, off-set, Belo Horizonte, MG. A segunda revista é grampeada, off-set, formato 22 X 16,5cm. Publicação do grupo “Cem Flores”. Entre os participantes constam: Luciano Cortez, Marcelo Dolabella, Avanilton de Aguillar, Paulo Bruscky, Lúcia Villares, Nicolas Behr, Tanussi Cardoso, Carlos Araújo, Carlos Barroso, André Bueno, Juca, Ilka Boaventura. Contém poemas, ilustrações, contos, quadrinhos, endereços de autores independentes, propostas visuais. Publicação literária.

Alfa Centauri:

Revista, off-set, em geral com formato de 3,4 X 16cm ( número 22 tem 26 X 20cm), com número de páginas variando de duas a setenta, Belo Horizonte, MG. Editor: Zulmira Lins. O número 5 é de julho de 1973. Entre os colaboradores constam: Lauro de Oliveira Lima, Teresinha Pereira, Leila Miccolis, Luís, João Carneiro. Contém ilustrações, poesia, artigos, anúncios, entrevistas, críticas, ilustrações, contos, textos, notícias. Revista Cultural e literária.

Americanto:

Revista, off-set, grampeada, formato 22 X 16cm, com oito páginas, posteriormente aumentada para doze, Recife, PE. Direção: Fátima Ferreira e Hector Pellizzi. Colaboradores: Caesar Sobreira, Alberto da Cunha Melo, Ana Lúcia Bandeira, Daniel Santiago. Entre os colaboradores constam: Andréa Mota, Manuel Constantino, Wir Caetano, Kátia Bento, Sérgio Lima Silva, Nicolas Behr, Ulisses Tavares, Leila Miccolis, Cláudia Juhareiz Correya, Samuel Santos, Barreto, Cláudio Feldman. O número 1 é datado de novembro/1981. Contém ilustrações, entrevistas, poesia, notícias, recados, e, a partir do número dois, fotos. Revista literária.

Anima:

Revista cultural, off-set, formato 30 X 23cm, capa policrômica, miolo preto e branco, cinqüenta e oito páginas, bimestral. Editora Nuvem Cigana, Rio de Janeiro, RJ. Editores: José Carlos Capinam e Abel Silva. A edição 192 é de abril /maio de 1976.

Antena:

Jornal cultural, mini tablóide, off-set, em preto e branco, formato 36 X 28cm. Editor: Alberto Silva. Colaboradores: Vicente Portela e Leonardo Fróes. A edição número 1 é de 20 de março de 1990; a edição número 2 é de julho de 1990. O jornal tem desenhos, poesias, artigos sobre literatura e resenhas de livros.

Apenas:

Revista, grampeada, a princípio mimeografada, posteriormente em off-set, formato 21,6 X 16,5cm, editada pelo grupo do mesmo nome, Bauru, SP. Editores: Reinaldo Tech, Raul Gonçalves Paula, Marco Antônio (Kako), Luís Vítor Martinello, Alberto Sérgio Sanchez, André Luís Mizokami, Luiz Carlos Oliveira. O número 2 é datado de setembro de 1980, distribuição gratuita, tiragem de 1.500 exemplares em abril de 1981 e de 2000 em maio /junho/julho e agosto de 1981. Contém poesias, ilustrações, anúncios, notícias. Revista literária (do Grupo Apenas), exclusivamente poética.

Aqui Ó:

Publicação variando de folhas e formatos: número um com vinte páginas, número dois com dezesseis, ambos possuindo 16 X 10,8cm, os números três e quatro, com doze páginas, têm formato 22 X 16cm, mimeografada, Belo Horizonte, MG, publicação do grupo “Cem Flores”. Os três primeiros números são de 1979, sem indicação do mês; o número 4 não possui registro sequer de ano. Entre os colaboradores constam: Marcelo Dolabela, Ilka Boaventura, Avanílton de Aguiar, Jair, Juca, João Batista Jorge, Marcoantonio, Elmer Ferreira Luiz. Contém ilustrações, poesias, algumas propostas visuais. Publicação literário-poética.

Arjuna – O canto guerreiro:

Revista, off-set, grampeada, formato 27,1 X 18,2cm, Rio de Janeiro, RJ. Edição: Paulo Luís Barata. Participação: Orlando Pinho, Dulce Tupy, Antônio Risério, Augusto de Campos, Jorge Mautner, Gilberto Gil, Smetak, Paulo Leminsky, Sérgio Natureza. O número especial é datado de 1981, sem registro do mês. Contém fotos, desenhos, poesia, ilustrações, entrevistas. Publicação cultural, com enfoques em poesia e música popular brasileira.

Arsenal de Cultura:

Revista, off-set, formato horizontal com 14,5 X 21,5cm, com cerca de quarenta e oito páginas, sendo o número um datado de janeiro de 1981 (grampeado), e o número dois de outubro de 1981 (colado) com capa plastificada, Fortaleza, CE. Editor chefe: Floriano Martins. Conselho editorial: Aírton Monte, Nilto Maciel, Batista de Lima, Gentil Barreira, Paulo Barbosa, Lauro Júnior. Entre os inúmeros colaboradores constam: Akemi Waki, Aricy Curvello, Paulo Veras, João Carneiro, Eduardo Kac, Leila Miccolis, Paulo Nassar, Charles Keiffer, Salomão Souza.
Contém poesias, fotos, textos, registro de livros, contos, pequenos ensaios, comentários. Tem como slogan: “Órgão oficioso da Oh!? Posição”. Revista cultural e literária

Arsenal de Literatura:

Revista, off-set, grampeada, formato de 19,1 X 15,1cm, Fortaleza, Ceará. Editor-chefe: Floriano Martins. Conselho editorial: Aírton Monte, Batista Lima, Paulo Barbosa. Entre os colaboradores constam: Ademir Assunção, Zé Pinto, Paulo Gurgel, Carlos da Silva. Projeto inicial datado de novembro de 1980. Contém ilustrações, fotos, poesias, contos. Revista literária.

Artes:

Jornal, off-set, formato 32,3 X 24cm, com dezesseis páginas, editado em São Paulo, SP. Tiragem: 3.000 exemplares. Diretor: Carlos Von Schmidt. Entre os colaboradores constam: Roberto Piva, Flávio Motta, Marcelo Kahns, Yolanda Amidei. O número 43 é datado de julho de 1975. Contém entrevistas, fotos, críticas, ensaios, artigos, ilustrações. Revista cultural, enfocando predominantemente cinema e artes visuais.

Ato do Vapor:

Publicação, mimeografada, folha única (verso e reverso) tamanho ofício, o número zero sem indicação de ano ou data. Participantes: Cosmar, Leonel. O número 1 é editado de 1979. O número 11, especial, foi feito em Salvador, BA, e dele constam: Samaral, Zeca Magalhães, Geraldo Maia. Os participantes fazem parte do Movimento Poetas na Praça e foram presos, inclusive, por recitarem poemas desta publicação, sendo essa apreendida. Contém poesia, fotos, ilustrações, além de alguns projetos visuais. Publicação poético-literária, de linha anarquista.

Blocos:

Jornal cultural, formato de 34 X 28cm, em preto e branco, off-set, bimestral, tiragem de 3.000 exemplares. Editores: Urhacy Faustino e Leila Míccoles. Editado no Rio de Janeiro, RJ. A edição número 1 é de março /abril de 1991 e contém quatro páginas. Já a edição número 4 conta sete páginas. O jornal contém cartas dos leitores, poesia, programação de eventos culturais, ilustrações e horóscopo.

Boca:

Página de literatura e humor, tablóide, em off-set, inserido no jornal Correio, de Curitiba, PR, com circulação aos sábados. Entre os colaboradores constam: Paulo Leminski, Henfil, Luiz Fernando Veríssimo, Tiago, Adherbal F. Sá Júnior. O número 22 é de 28 de abril e 1979. Contém charges e textos de humor.

Cascavel sem Chocalho Perdeu de Touca:

Revista, off-set, formato 22 X 16cm, Goiânia, Goiás. Editores: Dourivan e Magel Felix. Entre os colaboradores constam: Lu de Oliveira, Joel da Corte, Eduardo Leão, Naief Alassai, Samuel Rocha, Phaulo Gonçalves, Tagore Biran. O número 1 é datado de 1981, sendo todas essas informações extraídas da carta explicativa que acompanha a publicação. Contém poemas, propostas visuais. Publicação cultural e literária.

A Cigarra:

Boletim, mimeografado, grampeado, formato ofício, doze páginas impressas de um só lado, Santo André, São Paulo. Editores: Jurema Barreto e Souza e Terezinha Sávio. Entre os colaboradores constam: Nivaldo Menezes, Moduan Matos, Sérgio Amaral Silva, José Batista de Lima, Aricy Curvello, Vilson Melo Corrêa. O número 2 é datado de gosto/dezembro de 1982. Contém ilustrações, informações e poesia. Publicação literária, exclusivamente poética.

Cirandinha:

Revista, off-set, semestral, grampeada, formato 22,3 X 16,8cm, oitenta páginas. Teresina, PI. Editor: Francisco Miguel de Moura. Comissão de literatura: Gloria Sandes, Hardi Filho, Rubervan do Nascimento. Cartuns: Dodó Macedo, Arnaldo, Marcos Mendra. Arte: Alberto Piauí. Entre os inúmeros colaboradores constam: Franklin Jorge, Cirineu Cardoso, Nicolas Behr, Teresinha Pereira, Paulo Machado, Cinéas Santos, O número 1 é datado de novembro de 1977. Contém fotos, charges, poemas, depoimentos, resenhas, notícias literárias, anúncios, cartuns, entrevistas, contos, além de um encarte permanente, grampeado com a revista, em folhas de coloração diferente. Revista cultural de literatura e artes.

Corpo Estranho ou Corpo Extranho:

Revista, off-set, formato 24 X 7,5cm, quarenta páginas, capa plastificada, São Paulo, SP. Editores: Júlio Plaza e Régis Bonvicino. Corpo Consultivo: Ana Bella Geiger, Augusto de Campos, Erthos Albino de Souza, Pedro Tavares de Lima, Regina Silveira, Walter Zanini. Entre os colaboradores constam: Paulo Leminski, Haroldo de Campos, Omar Khouri, Regina Silveira. O número 2 é datado de setembro/dezembro de 1976 e tem como slogan: “Criação intersemiótica”. O número 3 (janeiro/junho de 1982) chama-se Corpo Extranho e tem como slogan: “Revista de criação”. Contém cento e noventa páginas, em formato 19,3 X 10,5cm, confeccionada em três cores, semestralmente. Publicação vanguardista, com trabalhos lineares e visuais.

Escrita – Revista mensal de literatura:

Revista, off-set, formato de 27,7 X 21,1cm, na primeira fase variando de vinte e quatro a cinqüenta e seis páginas, São Paulo, SP. Editor: Ladyr Nader. Redação: Astolfo Araújo e Hamilton Trevisan. Colaboradoras: Antônio Torres, Flávio Moreira da Costa, Antônio Hohlfeldt, Reinoldo Atem, Raimundo Caruso, Nagib Jorge Neto, J. Medeiros, Cinéas Santos, Clodomir Monteiro, Márcio de Souza, Maria Amélia Mello (equipe ampliada no número 32). Entre os colaboradores eventuais: Sílvio Fiorani, Domingos Pellegrini Jr., Roniwalter Jatobá, Samuel Rawet, Leila Miccolis, Glauco Mattoso, Ledo Ivo, Silviano Santiago, Moacir Amâncio, Paulo Leminski, Carlos Emílio, Affonso Romano de Sant ́Anna, Antônio Carlos Villaça, Lígia Averbuck. O número 1 é de 1975. No número 19 (1977) há entrevista intitulada: “A vez dos marginais”, com os participantes do grupo Nuvem Cigana. A partir do número 28 muda de formato, passando de 22,7 X 15,5cm, capa plastificada, variando de sessenta e quatro a cento e vinte e oito páginas. Contém prosa, poesia, entrevistas, reportagens, fatos, publicidade, esquema de assinaturas, resenha de livros, artigos, contos, serviços, informações de autores independentes. Escrita tem dois desdobramentos: Escrita Ensaio e Escrita Livro (ver verbete correspondentes correspondentes). Publicação literária.

Et Cetera:

Revista, mimeografada, variando de quarenta a sessenta e quatro páginas, formato de 21,5 X 55
16,1cm, Varginha, MG. Direção: Francisco Antônio Romanelli e Orestes Maurício Regispani. Assistente: Ubirajara Franco Rodrigues. Entre os colaboradores constam: Maria Isabel Souza Pinto, Cleonice Rainho, Marise Pacheco, Joaquim Branco, Herculano Villas-Boas, Ismar Bersot, Mario Newton Filho, Moacyr Scliar, Jefferson Ribeiro de Andrade, Cícero Acaiaba, Cássia Maria Mota Nogueira. O número 1 é datado de agosto de 1973. Contém poesias, notícias, publicidade, entrevista, contos e ilustrações. Revista literária.

Há Vagas para Texto e Traço:

Revista cultural, formato horizontal, formato 20 X 21cm, off-set, em preto e branco, quarenta páginas. Editada em Brasília, DF. Pessoal que botou a mão na massa: Chico Leite, Armando Veloso, Domingos Pereira Neto, José Alexandre Murino, Paulo Joe, Theophilus, Jefferson Jr, Cristina e Emerson Tomaz. A edição número 2 da revista é da primavera de 1984. A revista tem poesias, contos, desenhos e ilustrações.

Hera:

Revista, off-set, a maioria grampeada (os números 11 e 12 são colados), variando o número de páginas – de vinte a sessenta e duas – e de tamanho, cada uma em formato diferente, indo de 16,9 X 11,2 (o número 6) até 22,,2 X 14,2cm (o número 13), Feira de Santana, BA. Diretor: Roberto Pereyra, Secretário: Gastão Coreia. Entre os inúmeros colaboradores constam: Antônio Brasileiro, Carlos Cunha, Evandro Barreto, Erthos Albino de Souza, Juracy Dórea, Wilson
Allende, Luís Pimentel, Washington Queiros, Cid Seixas. Revista literária, exclusivamente poética. O Grupo Hera surgiu em 1972.

Mirante:

Revista independente de poesias e literatura editada pelo poeta e escritor Valdir Alvarenga desde sua criação, há 28 anos, e atualmente coeditada por Sidney Sanctus. Já conta com 72 edições (Santos, SP).

Poesia Livre:

Saquinho em papel pardo, com folhas soltas, formato 11 X 27cm, off-set, Ouro Preto, MG. Diretor responsável: Guilherme Mansur Barbosa. Equipe editorial: Mariza Esteffânio, Olávio Ramos, Petrus, Romário Rômulo, Régis Gonçalves. O número 1 é de abril de 1977. Até os quatro primeiros números foi divulgada principalmente a criação poética ouro pretana. A partir do quinto (dezembro de 1979) abriu espaço para outros estados, sempre sem perder a forma artesanal, sua marca registrada. O número extra (primavera de 1982), saído após o número 10, contém reportagem de Glauco Mattoso, Touchê e dez autoras brasileiras: Kátia Bento, Maria Amélia Mello, Marília Zenkner, Glória Perez, Leila Miccolis, Astrid Cabral, Eugênia Cunha, Suzana Kfuri Vargas, Iára Vieira, Rosa de Lima e, entre os escritores constam: Affonso Romano de Sant ́Anna, Marcelo Dolabela, Bráulio Tavares, Sebastião Nunes, Dirceu Quintanilha, Paulo Leminski. Tiragem: 2000 exemplares, com sistema de assinaturas. Publicação registrada em cartório, reunindo diversos estilos e tendências, enfocando temáticas as mais diversas. Publicação literário-poética.

Poesia - Pau - Brasília:

Revista de poesias, em preto e branco, mimeografada, formato 16 X 10cm, trinta e duas páginas. Editor: Nicolas Behr. Editada em Brasília, DF. A edição de Julho de 1980 não tem número. A revista tem poesias.

Polem:

Revista, off-set, capa policrômica, noventa e seis páginas, formato 25 X 18cm, Rio de Janeiro, RJ. O exemplar datado de setembro outubro de 1974 não tem número. Editor: Duda Machado e Hélio Raimundo Santos Silva. Coordenação editorial: Robson Achiamé Fernandes e Maurício Cirne. Planejamento gráfico: Ana Maria Silva de Araújo. Entre os colaboradores constam: Augusto e Haroldo de Campos, Torquato Neto, Décio Pignatari, Chacal, Waly Sailormoon, Caetano Veloso, Hélio Oiticica, Rubens Gerchman. Contém poemas, história em quadrinhos, propostas visuais e poética de vanguarda. Publicação literária.

Post/Art - Coreoartistas de todos los países, univos:

Revista de arte correio, em preto e branco, mimeografada, formato 28 X 21cm, treze páginas. Editada no México. O número 1 é de julho de 1981; o número 2 é de dezembro de 1981. A revista tem fotos de arte correio de vários países.

Rac Revista de Arte Correio:

Publicação, off-set, formato 21,5 X 18cm, vinte e quatro páginas, bimensal, São Paulo, SP. O primeiro número é de novembro de 1979, tendo como responsáveis: Ulisses (Penna) e Marcos César Gouveia (Januário). Em meados de 1978, tendo a arte postal atingido o ápice com a exposição de trabalhos realizada em Campinas, sob a direção de Hélio Lete, e contando com a participação de artistas nacionais e estrangeiros, necessitou-se juntar todo este material – colagens, cartões, carimbadas, poesias – numa única encadernação, embora tenha havido também o número 2, saído em maio de 1980. Não dispondo de recursos próprios nem vínculo publicitário para composição, impressão e demais gastos, a publicação ficou sendo, além de artesanal, eventual.

Rato de Praça - uma publicação bubônica:

Revista cultural, em preto e branco, formato 23 X 19cm, seis páginas. Editado em Salvador, BA. Editores: Kzé, Gaita, Guiba e Valente. A revista tem quadrinhos e poesias.

Repúbrica das Bananas

Revista, mimeografada, trinta e seis páginas, capa em cartolina, feita por alunos do Instituto de Letras da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Salvador, BA. O primeiro número saído em 1980 ( sem data), foi vendido de mão em mão. Tiragem: 500 exemplares. A ironia que se faz notar a partir do “erro” intencional na grafia é a tônica desta revista de poesia.

Revista Dedo Mingo:

Editada por Glauco Mattoso. Formato 44 X 33 cm, capa plastificada, com cerca de vinte páginas, inteiramente datilografada numa máquina Olivetti, tipo paica, só depois xerocada e fotolitada, São Paulo, SP. Saíram dois números, ambos de 1982. Proposta cultural anárquica, ironizando, através de textos e poemas, os usos e costumes sociais. Sobre seu trabalho assim se referiu Carlos Ávila: “Com afinidades e parentescos com o que se convencionou chamar de ́literatura marginal ́, o texto de Glauco é macarrônico, uma geléia geral onde cabe tudo, desde filosofia até antropofagia, passando pela escatologia, mas num filtro próprio que privilegia a sátira acima de qualquer outra coisa.”

Ta-ta-ta Jornal:

Publicação, off-set, grampeada, dezoito páginas, formato 31 X 22cm, Rio de Janeiro, RJ. Diretores: Emanuel Brasil e Jorge Mautner. Ilustração: Deo. Entre os colaboradores constam: Gilberto Gil, Luís Carlos Maciel, Clarice Lispector, Norma Bengell, Jorge Salomão, Isabel Câmara, Alceu Valença, Caetano Veloso, Wally Salomão. O número 1 é de dezembro de 1976. Contém ilustrações, ensaios, poesia, entrevistas, artigos. Revista de contra cultura.

Verbo Encantado:

Jornal, off-set, mini-tablóide, vinte e quatro páginas. Começou, segundo contsta, do número 17 (sem data), circulando aos sábados, como encarte do jornal Tribuna da Bahia, pelos estados da Bahia e de Sergipe. Redator: Álvaro Guimarães. Editores: Armindo Jorge Bião, Carlos Ribamar e Ribanceira, Luciano Diniz. Equipe: Nêgo, Nízio, Athenodoro Ribeiro e Gumi Tavares. Transas musicais: José Cerqueira Filho e Marco Antônio. Reportagens: Nelson Rocha. Posteirormente tornou-se independente. A partir do número 21 passa a ser edição nacional (em junho de 1972), impresso no Rio de Janeiro, RJ. Diretor: Álvaro Guimarães. Redator: Armindo José Bião. Edição nacional: Pinky Wainer, Waly Sailormoon, Reinaldo Jardim. Entre os verboys contam: Jorge Mautner, Torquato Neto, Caetano Veloso, Steve Berg, Carlos Ribas, Jorge Salomão, Oscar Ramos. Contém fotos, artigos, poesia, entrevistas e reportagens. Publicação cultural enfatizando a contracultura.

3/02/2013

Sandra Santos - Leitura Crítica de César Pereira

Anotações sobre a poesia de Sandra Santos pelo poeta Cesar Pereira, da Academia Rio-grandense de Letras




Desde criança ensaio versos. Naquela época, num dialeto italiano extinto, que agradava muito seu Marco Antonio, meu avô. Hoje, num dialeto tupi antigo, que provavelmente não agrade a ninguém.
Publiquei crônicas aos 15 anos e enveredei pelo Conto. E os versos foram se acumulando na gaveta de guardados.
Guardado, também, estava um velho projeto de Incentivo à Leitura. Em 2010, o Projeto Instante Estante tomou corpo e foi para a rua, e o livro. 
Um pequeno livro sem pretensões. Poucos versos, para baratear o custo. Uma quase artesania. Desde a capa, de meu próprio feitio, como todos os livros da coleção. Mas, privilegiado por um olhar editorial qualificado: nada menos que Alexandre Brito. 
Alexandre Brito é editor, entre outros projetos, da Coleção Petit Poa, que publicou Mario Quintana, Carlos Nejar, Maria Dinorah, Marta Medeiros.
Ao amigo e poeta Fred Maia confiei os originais, para os "pitacos" necessários.
A confiança que faltava veio dos diálogos com o poeta chileno Leo Lobos. Também a alegria indescritível por um grande presente: meus poemas traduzidos à língua castelhana. 
Leo Lobos é tradutor da grande poeta Hilda Hilst.

E aqui, a primeira leitura do livro, pelo poeta Cesar Pereira, membro da Academia Rio-grandense de Letras.

Detalhe: o poeta costuma escrever suas críticas literárias na velha máquina de datilografia, uma artesania! Para guardar! 

E o livro: onde comprar?para quê? é grátis! leia aqui 


3/01/2013

Galeria

Conheça os pássaros do Brasil através da pena do ilustrador Ernesto Lohse

Aves da Amazônia, ilustradas por Ernesto Lohse, na técnica cromolitografia, para o museu Emilio A. Goeldi. Uma grande viagem pela ornitologia brasileira...


pássaros: cegonha - guarás - colhereira 



pássaros: uirapurus - rendeiras - sahys

beija-flores



pássaros: jacu - aracuã - inhambus - sururina - uru - capoeira




araras

pássaros: tiê-tinga - pipira - cri-cri-ó - joão-de-barro - galo da serra - pavão do mato

papagaios 


tucanos 


andorinhas



bem-te-vis


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